
Deambular, num acto contínuo... Procurando a razão das coisas que se escondem nos prâmbulos da vida, nas esquinas das ruas que se descobrem, no rosto das pessoas de quem gostamos, dentro de nós...
Wednesday, May 30, 2007

Wednesday, May 23, 2007
One bourbon, one scotch, and one beer
Hey mister bartender come here
I want another drink and I want it now
My baby she gone, she been gone two night
I ain't seen my baby since night before last
One bourbon, one scotch, and one beer
And then I sit there, gettin' high, mellow
Knocked out, feeling good and by the time
I looked on the wall at the old clock on the wall
By that time, it was ten thirty daddy
I looked down the bar, at the bartender
He said, "Now what do you want Johnny?"
One bourbon, one scotch, and one beer
Well my baby she gone, she been gone two night
I ain't seen my baby since night before last
I wanna get drunk till I'm off of my mind
One bourbon, one scotch, and one beer
And I sat there, gettin' high, stoned
Knocked out, and by the time
I looked on the wall, at the old clock again
And by that time, it was a quarter to two
Last call for alcohol, I said,
Hey mister bartender, what do you want?"
One bourbon, one scotch, and one beer
John Lee Hooker
Sunday, May 20, 2007

Escuta aqui boca aberta
Pode engolir o teu ranço
Tu és mesmo corno manso
Eu comi a tua mulher
Voçê frescou, sabe como é
Me obriguei a dar um trato
E a culpa é tua ó ingrato
Por não dar prazer para ela
Pois tu não come o cú dela
Nem bota a cara no mato.
Tu sai pa beber cachaça
Volta falando besteira
Dá uma fodinha ligeira
Vira para o lado e já ronca
E é disso que ela tem bronca
É o que ela mais reclama
É claro que ela te ama
Só tá sendo mal comida
E embora seja inibida
Quer ser uma puta na cama.
Eu garanto que tu gosta
Que ela faça uma chupeta
Mas tu não chupa boceta
É um amante de bosta
Tu acha que ela nao gosta?
Ela me disse que adora
Ficou assim meia hora se retorcendo e gritando
E eu fazendo e chupando o grelo da tua senhora.
Não adianta ficar bravo
Nem me prometer dar tiro
O que eu disse eu não retiro
De ti eu não tenho medo
Mas vou guardar o teu segredo
Com o teu chifre eu me comovo
Não vou espalhar para o povo
O meu negocio eu respeito
Mas vê se fode direito
Senão eu como de novo.
Eu tou contanto pra ti
Eu fodi a tua patroa
Mas tem uma pergunta boa que acabou de me ocorrer
Se tu não sabe foder
E eu só uma vez atolei
Uma coisa eu encoquei
E um pensamento me vem
Que ela fode muito bem
E não fui eu que ensinei
Tem mais alguem de coronel
E a tua cabeça coçando, garanto que não é caspa
É um baita par de aspa de algum comedor piçudo
Que acabou dando graudo na racha da tua mulher
Se tu não dá o que ela quer
Tem mais é que ser...
Monday, May 14, 2007

Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Eu pago tudo que consumo
Com o suor do meu emprego
Confusão eu não arrumo
Mas também não peço arrego
Eu um dia me aprumo
Eu tenho fé no meu apego.
Eu só posso ter chamego
Com quem me faz cafuné
Como o vampiro e o morcego
É o homem e a mulher
O meu linguajar é nato
Eu não estou falando grego
Eu tenho amores a amigos de facto
Nos lugares onde eu chego
Eu estou descontraído
Não que eu tivesse bebido
Nem que eu tivesse fumado
Pra falar da vida alheia
Mas digo amigo, sinceramente
Na vida a coisa mais feia
É gente que vive chorando de barriga cheia...
Chico da Silva
Friday, May 11, 2007

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade...
De que vale um protesto sem causa?
De que vale uma vírgula sem pausa?
De que vale um momento sem nunca o sentir?
De que vale uma ponte sem leito?
De que vale uma luta sem ter peito?
De que vale um abraço sem o repartir?
Quantas vezes parar não é desistir...
Só ficar a ouvir!
Quantas vezes esquecer não é pra fugir
Quantas vezes calar não é
consentir...
Só parar pra ouvir! Quantas vezes sorrir... (não é a fingir)!
De que vale o avesso sem direito?
De que vale o remédio sem efeito?
De que vale ter a força sem o arremesso?
De que vale a partida sem destino?
De que vale o ninar sem ter menino?
De que vale o final sem o começo?
In Canto do Vigário
Rui Rocha
Thursday, May 10, 2007
"...Feito essa gente que anda aí brincando com a vida, cuidado companheiro, a vida é pra valer. Nao se engane nao, tem uma só. Tudo mesmo o que é bom, ninguém vai me dizer... Que tem de ser provado, muito bem provado, com certidao passada em cartório do céu e assinado em baixo. Deus!!... e com firma reconhecida. A vida nao é de brincadeira, amigo. A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Há sempre uma mulher á sua espera com os olhos cheios de carinho e as maos cheias de perdao. Poe um pouco de amor na sua vida, como no seu samba. Eu, por exemplo, o capitao do mato Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil, na linha directa de Xangô, Saravá..."
Vinicius de Moraes
In Cafe La Fusa
Mar del Plata, Buenos Aires
Wednesday, May 02, 2007
