
NOITE ÉBRIA
Ébria surge a noite, neste caminho
E na sombra de quem passa,
O caminho e algo que trespassa,
No lento embalo de estar sozinho
E quem surge porém, não disfarça
A amargura de se viver sem destino
No amargo da virtude se desfaça,
A virtude de uma rota de pregrino
E doa a dor a quem sinta que o quer,
Sem pudor ou algo que transpareça
Deixa a vida transparecer na dor da tristeza
E no barco da vida jaz um jeito de graça
Que ilumina o mar e desfaz a ameaça
De alguém que se faz ao mar sem destino.
1 comment:
Faço-me ao mar
À procura da rota e do rumo
Desfaço novelos de vida
À espera de os encontrar lá
Brinco à cabra cega
Como se tudo se tratasse de um jogo.
Perdi-me.
Não me encontro.
Qual naufrago despido
Qual vagabundo com fome.
Faço tuas as minhas palavras.
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